segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Cem anos da morte do escritor maranhense Aluísio de Azevedo



Há cem anos, a literatura brasileira perdia o considerado criador do Naturalismo no Brasil. Aluísio Azevedo, escritor, diplomata, caricaturista e jornalista brasileiro.
 
Filho do português David Gonçalves de Azevedo e de Emília Amália Pinto de Magalhães. Irmão do dramaturgo e jornalista Artur Azevedo. Seu pai era viúvo, sua mãe era separada do marido algo que produzira um grande escândalo na sociedade maranhense da época.

Tinha natureza inquieta, o que explica ter desempenhado várias profissões. Foi funcionário público, jornalista, professor, teatrólogo, caricaturista, cenógrafo, romancista e, algumas vezes, poeta.

Adverso aos românticos que o sucederam, Aluísio de Azevedo, com um olhar naturalista, inspirado por Zola (1840-1902) e Eça de Queirós (1845-1900), relata em sua obra a insignificância do cotidiano, a sina, as imperfeições, fraquezas e vícios dos seres humanos.

Os romances Naturalistas publicados pelo autor foram: "O mulato" (1881); "Casa de pensão" (1884); "O homem" (1887); "O cortiço" (1890); e, "O coruja" (1890).

Aluísio tentou sobreviver como escritor, mas infelizmente não conseguiu, então, abandonou a literatura e ingressou na carreira diplomática. Em 1895 foi nomeado vice-cônsul e, nessa função, viajou por vários países do mundo.

Um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, Aluízio de Azevedo ocupou a Cadeira N.º 4, cujo patrono é Basílio da Gama.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

TV e Novas Tecnologias, aliadas ou inimigas?





O jornalista Steven Johnson em seu livro Tudo que é ruim é bom para você afirma que produtos culturais da modernidade, como jogos de computador, programas de TV e a internet, contribuem para o desenvolvimento de algumas habilidades cognitivas que uma obra literária não seria capaz de aprimorar. 

“Na maior parte das vezes, as críticas que levam a cultura pop a sério realizam algum tipo de análise simbólica, decodificando a obra para mostrar de que maneira ela representa algum outro aspecto da sociedade. É possível ver essa abordagem simbólica em programas acadêmicos de estudos culturais que analisam as maneiras como as formas pop expressam a luta de vários grupos marginalizados: gays e lésbicas, negros, mulheres, o Terceiro Mundo. É possível vê-la em ação na crítica contextualizada praticada nas seções de mídia de jornais e de revistas semanais, em que o crítico estabelece uma relação simbólica entre a obra e um espírito de época: o amor-próprio yuppie, por exemplo, ou a ansiedade pós-11 de Setembro.
A abordagem adotada neste livro é mais sistêmica do que simbólica, mais acerca de relações causais do que de metáforas. Em certo sentido, está mais próxima da física do que da poesia. Meu argumento sobre a existência da Curva do Dorminhoco decorre da suposição de que o panorama da cultura popular envolve o choque de forças concorrentes: os apetites neurológicos do cérebro, a economia da indústria cultural, as mudanças nas plataformas tecnológicas. As maneiras específicas de essas forças colidirem entre si desempenham um papel determinante no tipo de cultura popular que acabamos por consumir. O trabalho do crítico, então, é delinear essas forças, não decodificá-las.”

Mas será que tais produtos são tão ruins assim? Ninguém pode negar que os mesmos implicam em  maior empenho cognitivo do que produtos culturais de épocas pretéritas. Então, sabendo usá-los, serão ferramentas aliadas ao desenvolvimento da inteligência.